Vamos aplicar o que aprendemos em uma situação real?

Imagine que você está recebendo um paciente masculino, de 22 anos, vítima de acidente de carro em sua unidade. A informação que você tem é de que se trata de um caso de grande traumatismo. Esta unidade pode ser primária de saúde, uma unidade de pronto atendimento, ou uma unidade hospitalar. Quais serão então os passos da avaliação deste paciente?
Vamos ver como isso se processa no fluxograma a seguir:
fluxograma 1

Observe que, ao negar todos esses discriminadores, ele fica com o discriminador amarelo.

Vamos ver agora uma explicação deste fluxograma com os discriminadores específicos para o grande traumatismo. Não deixe de consultar os discriminadores para obter ajuda nessa avaliação.

Notas do grande traumatismo: A maior parte dos profissionais de saúde sabe o que está implicado para a saúde do paciente após um grande traumatismo. A atuação desses profissionais não pode ser baseada apenas nas lesões que o paciente apresenta. Os discriminadores gerais incluídos foram: risco de morte ou para a vida, hemorragia, grau de consciência e dor. Os específicos foram utilizados para assegurar que seja atribuída uma prioridade suficientemente alta aos pacientes com um mecanismo de traumatismo maior e, para que aqueles com doença médica preexistente e/ou desenvolvimento de novos sinais neurológicos sejam reconhecidos em tempo correto (FREITAS, 1997*)

A triagem de Manchester não é um processo difícil, pelo contrário, ela norteia a tomada de decisão para o estabelecimento de uma prioridade clínica.

Última atualização: sexta-feira, 3 mar. 2023, 18:26